quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Oito sinais indicam que você está fazendo uma dieta maluca

Problemas ocasionados pelos maus hábitos vão desde desmaios até diabetes e depressão

Dietas malucas sem a orientação médica podem causar uma série de complicações para a saúde. Deixar de consumir grupos alimentares importantes, como as dietas que restringem os carboidratos, ficar longos períodos em jejum, ingerir basicamente líquidos, como sopas, shakes e vitaminas, são alguns exemplos de dietas prejudiciais.

Afinal, para conseguir uma perda de peso saudável e duradoura é importante investir em bons hábitos alimentares e exercícios. "Para a obtenção de um peso adequado não existe fórmula mágica, o ideal é uma dieta balanceada em nutrientes e adequada ao sexo, idade e estilo de vida. A atividade física também é essencial", afirma a nutricionista Rita de Cássia Leite Novais, especializada em nutrição clínica.

Conversamos com especialistas e listamos oito sinais de que a dieta que a pessoa está fazendo é maluca e pode favorecer problemas que vão desde desmaios até diabetes e depressão.  
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Tirar os carboidratos da dieta pode causar problemas de saúde - Foto: Getty Images

Deixar de consumir um grupo de nutrientes

Dietas que excluem determinados grupos alimentares, como os carboidratos, proteínas ou lipídeos, são prejudiciais à saúde. "A alimentação deficiente pode resultar em problemas físicos e mentais. Dietas restritas ou milagrosas devem ser avaliadas por profissionais da saúde e exigem cuidados", alerta a nutricionista Beatriz Botéquio. Por isso é importante fazer uma dieta que mantenha o equilíbrio dos grupos alimentares e nutrientes.

O carboidrato é a principal fonte de energia para o organismo. "A dieta do Dr. Atkins ou da 'proteína', que consistem no consumo liberado de gorduras e proteínas e restrição de carboidratos, por exemplo, é deficiente em fibras, vitaminas e minerais e pode causar complicações como alterações cognitivas e aumento dos níveis do colesterol LDL", conta Botéquio.

A falta dos carboidratos ainda pode proporcionar fadiga, cansaço e tonturas, e devido ao alto consumo de proteínas ocorre o aumento da concentração de homocisteína, composto químico que eleva o risco de problemas cardiovasculares. "Pode ocorrer ainda a queda de serotonina, levando a irritabilidade, ansiedade, dispersão e insônia. Com a falta dos carboidratos, o corpo tende a converter gordura em energia, acarretando a liberação de corpos cetônicos, que em altos níveis podem ser prejudiciais", afirma a nutricionista Rita de Cássia Leite Novais, especializada em nutrição clínica. O excesso de proteínas ainda pode causar uma sobrecarga nos rins.

A falta de lipídeos também é prejudicial, pois além de serem fontes de energia eles possuem vitaminas A, relacionada ao sistema imunológico, vitamina D, que influencia consideravelmente no sistema imunológico e na diferenciação celular, vitamina E, que possui ação antioxidante, e vitamina K, que é fundamental para manter os ossos saudáveis e também atua no processo de coagulação sanguínea. "Os lipídeos ainda agem como hormônios esteroides e são componentes de membranas celulares. Um dos problemas do baixo consumo de gorduras é a queda nos níveis de testosterona", conta a nutricionista Katherinne Gutierrez, do Grupo Nutricionistas Associadas.

É importante ressaltar que os lipídeos aos quais nos referimos são as gorduras monoinsaturadas, como o abacate e o azeite de oliva, e poli-insaturadas, como os peixes gordurosos e a semente de linhaça.

A falta de proteínas na dieta também afeta a saúde, isto porque o nutriente é formado por aminoácidos que ajudam na construção e manutenção de órgãos e tecidos e ajudam na formação de enzimas e hormônios e na imunidade. "Alguns dos problemas causados pela deficiência de proteínas é o comprometimento do sistema imunológico e perda de massa muscular", conta Gutierrez.  
Longos períodos em jejum podem causar confusão mental - Foto: Getty Images

Longo período em jejum

Dietas que envolvem passar longos períodos em jejum são prejudiciais para o organismo. A orientação é comer de 3 em 3 horas, sendo que o período sem se alimentar não deve ultrapassar o máximo de 4 horas. "A partir disso o corpo começa a utilizar seus estoques de energia para sobreviver, o que prejudica seu funcionamento integral", explica Botéquio.

Os problemas que decorrem dos longos períodos em jejum são variados. "Algumas das complicações são perda de massa magra, músculos, aumento da produção de cortisol, confusão mental, mau hálito, sonolência, desmaios, anemia e a longo prazo o indivíduo pode chegar a desenvolver diabetes tipo 2", alerta Gutierrez.

Além de todos esses problemas, o jejum ainda pode causar o ganho de peso. Isto porque o longo tempo sem comer faz com que o corpo produza mais cortisol, hormônio que aumenta a deposição de gordura, especialmente na região abdominal.
Dietas líquidas são pobres em nutrientes - Foto: Getty Images

Dietas líquidas

Dietas líquidas, como os shakes, sopas e sucos, são pobres em nutrientes levando o indivíduo a ter problemas de saúde. As fibras são uma das substâncias que ficam mais carentes neste cardápio, a falta dela desfavorece a formação do bolo fecal e desequilibra a flora intestinal. Este nutriente ainda é importante porque oferece a sensação de saciedade. "Os alimentos líquidos ainda não favorecem o processo de mastigação, que é importante para proporcionar a saciedade", explica Botéquio. A mastigação informa ao cérebro que a pessoa está comendo, fazendo com que ele libere hormônios e substâncias que controlam a sensação de saciedade.

As nutricionistas afirmam que as pessoas não ficam muito tempo fazendo dietas líquidas, por ser muito monótona. "Em algum momento, a pessoa sentirá falta de mastigar e consumir outros alimentos", explica a nutricionista Roseli Rossi. Além disso, quando abandona uma dieta como essa, o risco da pessoa sofrer o efeito rebote e querer comer de tudo e em muita quantidade é grande - e isso reflete diretamente na balança. O baixo teor de calorias e nutrientes da sopa deixa o corpo fraco e sem energias. Isso vai gerar falta de energia, cansaço, dores de cabeça e degradação de massa muscular.
Perder peso muito rápido pode causar problemas na saúde - Foto: Getty Images

Perder peso muito rápido

A perda de peso muito rápida merece atenção especial. "Pode indicar que existe uma restrição calórica muito grande o que significa uma redução no consumo de alimentos que consequentemente leva a um menor equilíbrio no consumo de nutrientes e micronutrientes para a saúde", explica Botéquio.

Os especialistas afirmam que a perda de peso saudável varia de 0,5 kg a 1,5 kg por semana. Sendo que isto pode variar de acordo com o peso inicial, a idade, entre outras questões. "O corpo precisa de um tempo para se adaptar às mudanças de peso. Quando isso não acontece, o emagrecimento pode vir acompanhado de complicações físicas e psicológicas", conta Novais.

A nutricionista Rita de Cássia Leite Novais lista os principais problemas que podem ocorrer em decorrência da perda de peso muito rápida:
-Alteração da libido: diminuição na produção de hormônios sexuais o que altera o interesse sexual.
-Anemia: dietas não equilibradas geram carência de vitamina B e ferro, o resultado pode ser um comprometimento cerebral, que leva até a dificuldade de andar.
-Baixa imunidade: aumentam as chances de gripe, infecções, viroses, verminoses e reações alérgicas.
-Flacidez: a pele não acompanha a redução de peso rápida e fica flácida. Além disso, a falta de nutrientes deixa as fibras de colágeno e a elastina desnutridas, impedindo a firmeza da pele.
-Queda de cabelos e unhas fracas: o que desencadeia esses problemas é uma dieta pobre em vitaminas, zinco e proteínas.
Dietas com poucas calorias pode levar ao efeito sanfona - Foto: Getty Images

Poucas calorias

Dietas com grande restrição calórica não são eficazes para a perda de peso com saúde. "Uma das razões dela não ser interessante é que o indivíduo não se reeducou e ao parar com a dieta ele volta a ganhar o peso novamente, causando o efeito 'sanfona'", explica Novais. Além disso, quanto mais restritivo for o consumo de calorias, mais o organismo irá se proteger, ou seja, a queima calórica será mais lenta.
O efeito sanfona é um sinal de que a dieta não está correta - Foto: Getty Images

Efeito sanfona

Você consegue emagrecer com as dietas, mas depois recupera o peso antigo? Isto pode ser um sinal de que o seu método para emagrecer não é saudável. Este emagrece-engorda conhecido como o efeito sanfona ocorre quando há uma variação de 0,5 kg a 1 kg por semana. Também é parte desse fenômeno a pessoa que passou por oscilações de peso iguais ou maiores do que 4 kg em determinado período.

O efeito sanfona pode causar diversos problemas para a saúde. Há o risco da piora do quadro de diabetes ou o aumento do risco de desenvolver a doença para quem não a tem. Também pode ocorrer o aumento da gordura do fígado e dos níveis do colesterol ruim, LDL, e do triglicérides.
Fórmulas ou inibidores de apetite precisam de orientação de profissional de saúde - Foto: Getty Images

Fórmulas malucas

O uso de fórmulas diferentes ou inibidores de apetite na dieta devem ser feitos com cuidado. Antes de ingerir qualquer um desses recursos é importante ter uma avaliação médica que observe os sintomas clínicos do paciente e, se preciso, solicite exames. "O uso de inibidores de apetite causa diversos efeitos colaterais sérios no organismo, sendo recomendado apenas em casos especiais", alerta Novais. Alguns dos problemas que podem ocorrer em decorrência dos inibidores são insônia, sono superficial, irritabilidade, tremores, depressão e aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.
Após a perda de peso a relação com o corpo pode ficar difícil - Foto: Getty Images

Relação com o corpo

Você já alcançou o peso que desejava, mas ainda se enxerga acima do peso? Este problema com a autoimagem pode ocorrer justamente devido à mudança na alimentação sem a orientação correta, especialmente nos casos de dietas que envolvem a restrição de algum nutriente, como os carboidratos.

Os carboidratos facilitam a absorção do triptofano, aminoácido precursor da serotonina, que é o hormônio responsável por baixar os níveis de estresse no corpo e proporcionar a sensação de bem-estar. "A ausência do carboidrato leva a uma sensação de falta de energia e disposição relevante que causam sintomas depressivos. Durante a depressão a pessoa tem percepções distorcidas e interpretações pessimistas, inclusive de si mesmo", explica o nutrólogo e psiquiatra Hewdy Lobo, da Vida Mental Serviços Médicos.

A retirada de proteínas também pode levar a problemas, pois a ação dos neurotransmissores depende de proteínas para serem formados e agirem. Assim, a retirada radical pode causar complicações como a alteração da tolerância, capacidade de se relacionar com pessoas e resolver problemas do dia a dia.
Fonte:minhavida.uol.com.br

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Detox days: um cardápio para encarar a dieta sem sofrer


  (Foto:  )
Uma vez compreendido o mecanismo de ação do detox, chega hora de saber o que é proibido e o que é permitido consumir. Para ajudar na tarefa, a nutricionista Cristina Trovó elaborou o cardápio para um dia da detox com 1300 calorias, boa opção para quem também busca perder alguns quilinhos no processo.

Essa é uma sugestão que pode ser seguida por 5 a 10 dias, mas fique à vontade para substituir itens do menu abaixo por alternativas da lista de alimentos liberados. E lembre-se: melhor 5 dias bem feitos do que 10 sem levar à sério.

PERMITIDOS: agrião, brócolis, couve, couve-flor, legumes e frutas orgânicas, carnes brancas magras sem hormônio ou antibióticos, cereais integrais, leguminosas, castanhas variadas, sementes e muito líquido, como água, água de coco e chás. Dê preferência a temperos naturais como ervas, curry, alho, cebola, gengibre.

PROIBIDOS: peixes grandes como espada, cação, cavala e arenque; carnes vermelhas, alimentos industrializados ou com alto potencial alergênico (soja, leite e derivados), cereais refinados, açúcar e adoçantes artificiais, doces, refrigerantes, café e bebida alcoólica. Evitar excesso de sal e temperos prontos.

Observação importante: “Na dieta detox a hidratação é fundamental: durante o dia use chá de cavalinha e à noite chá de melissa”, aconselha a profissional.

Café da manhã
200 ml de suco de 1 Laranja com ½ maçã com couve, gengibre e 1 colher de sopa de polpa de banana verde
1 Tapioca com 1 colher de sobremesa de geleia de frutas sem açúcar e sem adoçante

Lanche da manhã
200 ml de suco de abacaxi com água de coco ou 200 ml suco de frutas vermelhas

Almoço
Salada de 2 colheres de sopa de quinoa com 5 tomates cereja, manjericão e mix de folhas verdes, temperadas com limão e 1 colher de chá de óleo de macadâmia
1 filé de peixe de 100 g ao molho de ervas
Brócolis no vapor
2 colheres de sopa de arroz integral com açafrão
1 unidade de maçã assada com canela

Lanche da tarde
200 ml de leite de arroz batido com banana, mamão e semente de linhaça ou 200 ml de chá de erva-cidreira gelado batido com melão

Jantar
200 ml sopa de abóbora com hortelã
Salada de rúcula com laranja e kiwi
100 g de frango orgânico assado com tomate e cebola

Ceia
Salada de frutas com chia ou damasco seco

Fonte: vogue.globo.com

domingo, 5 de janeiro de 2014

Exercite-se em 2014: malhar ajuda a prevenir câncer, infarto e Alzheimer

Além de deixar o corpo em forma e garantir mais disposição, cumprir uma rotina de malhação diminui os fatores inflamatórios e estimula as funções imunológicas do organismo


Thinkstock/Getty Images
Exercício é indicado para todas as idades; para além do peso ideal, malhar funciona como remédio
Foi-se o tempo em que os únicos interessados em malhar eram aqueles jovens que queriam ser musculosos ou as meninas em busca de uma barriga tanquinho. Hoje, a diversidade da faixa etária do público que frequenta as academias, os parques e as praças mostra que o cenário mudou: a atividade física é indicada para todas as idades e com objetivos bem mais amplos. Para além do peso ideal, exercitar-se funciona como remédio para doenças sérias, como câncer e problemas cardíacos.
Vamos começar pela cabeça. Pesquisas mostram que a prática de exercícios aeróbicos em longo prazo tem um impacto definitivo e mensurável sobre a saúde cerebral, o que evita a demência. Nesse caso, quanto mais cedo começar, melhor. Um estudo mostrou que mulheres que se exercitavam quando crianças ainda eram 30% menos propensas a demonstrar sinais de demência, como o Alzheimer.
Bem mais comum, a cefaléia também pode ser curada com o exercício. Nesse caso, há atividades indicadas para cada tipo de dor de cabeça. Em casos de estresse, o ideal são atividades que mudem o foco do pensamento e promovam relaxamento como ioga, alongamento e pilates. Aulas de dança de salão, sapateado, ou balé, por exemplo, também podem entrar na lista.
Quando a dor é de enxaqueca, recomenda-se musculação pesada ou exercícios aeróbios. O importante é que seja vigoroso. Um treino bom para isso, por exemplo, pode ser uma caminhada mais forte como andar quatro minutos e correr um, o que melhora o fluxo sanguíneo e atenua a dor de cabeça. Aulas de spinning, jump (em cima de pequenas camas elásticas) ou boxe também são indicadas.
Até depressão se rende ao exercício físico. Uma pesquisa da Universidade Southern Methodist, de Dallas, nos EUA, conseguiu identificar a quantidade diária necessária de exercício físico capaz de proteger contra a depressão: apenas 21 minutos. Isso porque a liberação da serotonina e da dopamina em maior quantidade resulta em um efeito protetor contra a dor e também em mais felicidade.
Felicidade até para quem dorme ao seu lado. Afinal, quem se mexe durante o dia, melhora o condicionamento físico, que afeta também o condicionamento cardiorrespiratório e permite que a pessoa ronque menos.
Câncer
Cerca de 25% dos casos de câncer de mama e de cólon poderiam ser evitados se os pacientes praticassem exercícios físicos por pelo menos 150 minutos por semana - o equivalente a duas horas e meia -, advertem as Recomendações Mundiais sobre Atividade Física da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Pacientes com câncer de próstata que praticam quantidades modestas de exercícios físicos vigorosos regularmente, por exemplo, diminuem os riscos de morrer da doença.
Além da prevenção, a atividade física é importante na recuperação. A combinação de exercícios aeróbios e musculação – chamada por alguns especialistas de oncofitness – pode elevar a qualidade de vida e ajudar a superar o coquetel de sentimentos que a doença provoca, especialmente em mulheres com câncer de mama.
Problemas cardíacos
Um estudo britânico constatou que a prática regular de atividade física ajuda a proteger o coração, ainda que iniciada tardiamente, após os 40 ou 50 anos. Isso porque quem se exercita tem índices menores de marcadores inflamatórios no sangue. Marcadores esses que, em grande quantidade, foi associado a um aumento nos riscos de problemas cardíacos.
Ossos e músculos
Ao contrário do que se possa imaginar, uma pessoa portadora de osteoporose pode praticar exercícios físicos para diminuir a progressão da doença, evitar quedas e suas consequências. A osteopenia é um estágio anterior à osteoporose e neste caso exercícios regulares podem prevenir a progressão para osteoporose.
O efeito pisoelétrico, que é a troca de cargas positivas e negativas entre a superfície e a parte interna do osso, é um fator determinante na fixação do cálcio. Este efeito é obtido quando ocorre a compressão do osso. Pode ser gerado através de exercício de impacto ou simples compressão óssea, como acontece com o fortalecimento muscular.
Fonte: saude.ig.com.br

sábado, 28 de dezembro de 2013

Saiba quais são os 10 alimentos imprescindíveis na dieta

imagem bemstar alimentacao

Tê-los no cardápio é promessa de saúde.

A alimentação é o segredo da boa saúde. Porém, é preciso saber combinar os alimentos e escolher o que deve ser consumido. Saiba quais são os 10 alimentos que não podem faltar na mesa e descubra por que eles são imprescindíveis a uma dieta saudável.

Pimentões – São ricos de vitaminas A e C. O pimentão vermelho, por exemplo, tem oito vezes mais vitamina A do que o verde e por causa disso fortalecem o sistema imunológico.

Brócolis – São ricos em fibras e vitaminas antioxidantes. A substância isotiocinatos contida nele ajuda no combate ao câncer.

Alho – Mantém o colesterol total e a pressão sanguínea baixos.

Feijões – Fornecem fibras, proteína e carboidratos. Podem ser consumidos em saladas ou ensopados.

Massas – Integrais, reduzem o índice glicêmico da refeição.

Peixes – São fonte de proteína magra e ricos em ômega 3 que protegem contra arritmias cardíacas e reduzem inflamações.
Verduras – Fontes de fibras e antioxidantes têm vitamina C.

Vinho – Beber moderadamente durante as refeições pode ajudar a diminuir o risco de desenvolver doenças cardíacas e diabetes.

Tomate – O licopeno, contido em sua cor vermelha, combate os radicais livres, retarda o envelhecimento além de reduzir a incidência de câncer.

Frutas – Têm vitaminas A e C e minerais como potássio e magnésio. Por serem ricas em carboidrato, fornecem energia aos treinos.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Lichia para reduzir a gordura corporal


O que é verdade e mentira sobre a lichia uma xícara da polpa da fruta é pouco calórica (65) calorias, além de riquíssima em Vitamina C, cobre e potássio

Por Romulo Osthues/Foto: Shutterstock/ Adaptação:Letícia Maciel
Consumir 100 g (uma xícara) de lichia é uma boa recomendação e pode "secar a barriga".
Foto: Shutterstock.

Melhor comê-la fresca ou desidratada

Em 100 g de lichia encontram-se até 49 mg de vitamina C,o que ajuda no fortalecimento do sistema imunológico, além de funcionar como um antioxidante natural. Possui, também, considerável quantidade de cobre, importante nutriente para o processo de cicatrização (são 22% da ingestão diária recomendada). A versão desidratada da fruta apresenta concentração três vezes maior de cobre. Porém, depois do processo de desidratação, a quantidade de vitamina C cai em cerca de 75%. Defina a sua prioridade.

Ajuda a emagrecer 

“Apesar de rica em carboidratos, a lichia tem baixa carga glicêmica. Ou seja, baixa capacidade de fazer o organismo liberar insulina, hormônio que, quando produzido em excesso, favorece o aumento de gordura abdominal”, explica Kelly Araújo, nutricionista da Oncomed (Belo Horizonte-MG). Por sua vez, a gordura abdominal aumenta o risco de se desenvolverem doenças cardíacas. Então, consuma sem essa preocupação, pois, além de não promover a alta produção de insulina, a polpa do fruto contém cianidina (ainda que menos do que em sua casca), um elemento capaz de “secar a barriga”.

Beneficia todo o sistema renal

Pela alta concentração de potássio deve ser consumida com parcimônia por pessoas com disfunções renais. Nesses indivíduos, a ingestão em excesso do nutriente pode causar arritmia cardíaca. Já para quem está livre do problema, é ótimo: o mineral colabora no controle da pressão arterial e da retenção de líquidos

Cuidado na hora de consumir 

A safra de lichia acontece entre novembro e março, dificultando o acesso a ela. Além do mais, por indicação profissional, você deve diversificar nas frutas entre três e cinco porções de qualidades distintas diariamente. “Consumir uma porção de 100 g (uma xícara) de lichia seria uma boa recomendação”, diz Kelly Araújo. Aproveitam-se mais os nutrientes das frutas ao consumi-las in natura e o mais próximo da data da colheita possível. “Quando se fizer o suco, procure beber logo após o preparo e, de preferência, sem coar para não se perderem as fibras”, recomenda.

Seu chá é terapêutico

Amplamente consumido na China acredita-se que o chá da casca de lichia tem uma série de benefícios: combate a diarréia e a desidratação. Ele ainda alivia tosses e dores de garganta provocadas por lesões nos nervos. “No entanto, nenhuma dessas propriedades foi estudada ou comprovada cientificamente”, alerta a nutricionista. Mas uma coisa é certa: as antocianinas (que dão a cor vermelha para a casca) são seus principais polifenóis, indicados como importantes antioxidantes — protegem-nos de doenças cardiovasculares, cânceres, inflamações e alergias.
Fonte: revistavivasaude.uol.com.b

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

16 opções de lanches saudáveis



Cair de boca no biscoito recheado destrói qualquer dieta. Por isso é importante você ter sempre por perto comidinhas saudáveis para consumir entre as refeições principais. Saiba aqui os lanchinhos certos para cada objetivo: emagrecer, ganhar músculo, desintoxicar e manter a forma 

 


















                                                                              
Carregar comidinhas saudáveis a tiracolo virou hábito entre atrizes e blogueiras que cuidam da boa forma. Se você também já entrou nessa onda, parabéns! Os lanches nos intervalos entre o café da manhã, o almoço e o jantar são essenciais para segurar a fome e evitar que você chegue faminta à hora do almoço e do jantar e acabe enchendo o prato de opções gordurosas e calóricas. Outras funções dessas pequenas refeições é estimular o metabolismo, acelerando a queima de calorias, e garantir o ganho de músculos especialmente quando consumidos antes ou logo após o exercício.

Você sabe o que colocar na lancheira no dia a dia? Esse detalhe faz toda a diferença. "A escolha do alimento deve ser feita de acordo com o objetivo que quer: emagrecer, ganhar músculo, manter o peso ou até mesmo desintoxicar o organismo", explica a nutricionista do esporte, Alessandra Luglio, de São Paulo. Porém, em qualquer uma dessas opções, a regra de combinar o carboidrato do bem com um alimento fonte de proteína magra ou de gordura boa deve ser respeitada. "Consumir os macronutrientes sempre juntos diminui o risco de picos de glicemia e, consequentemente, de insulina (hormônio aliado do peso extra). Também fica mais fácil controlar o apetite, além de favorecer a queima das gordurinhas e o aumento da massa magra", completa Alessandra, que sugere a seguir parcerias perfeitas para a meta que você deseja para o seu corpo. Prepare a lancheira!

LANCHES  PARA EMAGRECER
1 fruta média (maçã, pera) + 1 punhado de mix de castanha de caju, amêndoa e semente de girassol)
1 pote de iogurte sem lactose + 1 colher (chá) de linhaça triturada + 1 colher (sopa) de aveia em flocos.
1 pacote individual de biscoito integral (doce ou salgado) + 2 queijinhos individuais light
1 caixinha de água de coco + 1 barra pequena de proteína.
LANCHES DETOX
2 colheres (sopa) de açaí e guaraná em pó + 2 colheres (sopa) de whey protein isolado batidos com 1 copo (200 ml) de água.
1 garrafinha de smoothie de frutas vermelhas + 3 amêndoas + 1 castanha-do-pará.
1 maçã verde picada com canela + 1 copo (200 ml) de leite de arroz com amêndoas.
3 torradas sem glúten + 2 colheres (sopa) de pasta de tofu (ou de grão-de-bico).
LANCHES PARA GANHAR MÚSCULOS
1 barra média de proteína
Sanduíche de pão integral (2 fatias) com 1 colher (sopa) de creme de ricota light + 2 colheres (sopa) de atum light 1 barra média de proteína
1 caixinha de bebida concentrada em proteína + 1 barra de cereais e castanhas (sem chocolate).
1 pacote individual de biscoito integral salgado + 1 pote individual de pasta de queijo cottage zero gordura.
LANCHES PARA  MANTER PESO
1 pote individual de queijo frescantino light + 1 pacote individual de biscoito integral light.
1 copo (200 ml) de leite de soja zero batido com 5 morangos + 1 colher (sopa) de mix de sementes (linhaça e chia).
1 pote de iogurte natural Desnatado + 1 colher (sopa) de whey protein isolado + 2 colheres (sobremesa) de granola.
2 punhados de mix de castanhas e frutas secas (castanha de caju, amêndoa, castanha-do-pará, uva passa cranberry e goji berry).

Fonte: boaforma.abril.com.br

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Os exageros de quem se preocupa muito (até demais) com a saúde



Por Julia Furrer para revista Joyce Pascowitch de novembro
Durma oito horas por dia. Não coma glúten. Reaplique o protetor solar. Lave as mãos por 90 segundos. Evite derivados de leite. Faça exercícios físicos diariamente. Mantenha os exames em dia. Tome uma taça de vinho todas as noites e 1 litro de água todas as manhãs. Chocolate só se for amargo. Gordura só boa. Elimine as frituras. Aposte na linhaça. Chega! A lista de recomendações médicas cresce a cada dia, junto com a onda de bem-estar que invade as redes sociais todas as manhãs, quando (antes de raiar o dia) milhares de usuários postam suas rotinas de exercícios e seus copos de suco verde. Será que não estamos exagerando? Não deve haver um limite também para o que faz bem?
A saúde é um estado de completo bem-estar físico, psíquico, mental e social e não somente a ausência de afecções e enfermidades segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ser saudável, portanto, não é apenas ter níveis de colesterol, diabetes e triglicérides em ordem, mas também sentir-se disposto, dormir bem e conviver com amigos e família. O tema anda tão em voga que virou febre. É difícil achar alguém que não venha com uma teoria bem elaborada sobre como a vida é diferente sem um determinado alimento ou como o sol vai te fazer ficar feio. Ou seja, muitas vezes a desculpa é uma, a motivação é outra, mas os exageros trazem danos iguais.
Para a psicanalista Joana de Vilhena Novaes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-Rio, somos avaliados moralmente pelo nosso corpo, não pelas nossas realizações, e acabamos confundindo saúde com isso. “Tem muita gordinha saudável, mas as pessoas acham que esse é um estado restrito ao biotipo dos modelos que figuram as propagandas de leite desnatado”, diz.
Se ser gordo virou sinônimo de doença e descuido, levar um estilo de vida saudável, em uma cultura altamente narcísica, virou razão para se ter muitos seguidores nas redes sociais. Uma das mais populares, a paulistana Gabriela Pugliesi acumulava até o fechamento desta edição 450 mil seguidores em sua conta do Instagram. Entre as fotos de sua própria barriga, Tupperwares com batata-doce e sucos detox, ela escreve frases “motivacionais” como “essa bunda não pede pizza aos domingos, cancele a tua”, “cuspa o chocolate que acabou de comer”, “vai ficar na cama? Então não reclama dessa bunda cheia de estria” e outras.
A nutricionista Adriana Kachani diz que muitos optam pelo radicalismo por não conseguirem encontrar o ponto de equilíbrio. “É o velho caso do prefiro não comer nenhum a ter de me contentar com um só.” Joana acredita que a própria sociedade do consumo fomenta a moralização da beleza. “Se você está insatisfeito com sua aparência, continua consumindo cremes, cirurgias plásticas, tratamentos, serviços, alimentos saudáveis etc.”, explica.
Mas não é só a busca pela boa aparência que está por trás do estilo de vida saudável. A apresentadora Glória Maria, por exemplo, jura que isso vem como consequência. Superxiita, ela não come carne, fritura, cremes, leite, pães, ovo ou açúcar. Chocolate? Nem pensar. Mas nunca abre exceções? “Até abro, mas não consigo me lembrar da última”, diz, rindo. Gloria conta que o estilo de vida foi fruto de anos de muita leitura e observação. “Aos 18 viajei para a Índia e vi que lá todo mundo era magro e ninguém comia carne. Decidi cortar e me fez bem”, explica. “Claro que às vezes vou a um jantar e morro de vontade de comer um bom filé, mas não vou prejudicar uma história de vida por um prazer passageiro.” Além da alimentação regradíssima, ela pratica pilates e caminhada todos os dias, e toma suas já famosas cápsulas – atualmente são quase 100. E a alimentação restrita passa para as filhas de 5 e 6 anos. “Outro dia liberei uma salsicha de frango porque tenho muito medo que um dia elas comam uma de carne. Brigadeiro, então, nunca provaram, fico dizendo que tem um gosto horroroso.”
O problema está quando a saúde começa a virar doença. Os distúrbios são menos visíveis do que na anorexia e na obesidade, mas tão preocupantes quanto. Há o transtorno disfórmico corporal, em que a pessoa tem uma alteração na percepção de sua imagem e busca por um modelo de beleza inatingível; a vigorexia, quando o indivíduo quer estar sempre mais forte e para isso treina com intensidade que excede sua capacidade de recuperação; e a ortorexia, de quem tem fixação por comida saudável a ponto de só conseguir comer alimentos orgânicos.
A designer de joias Silvia Fischer, por exemplo, assistiu de perto o estilo de vida saudável se tornar paranoico. Quando casou com seu ex-marido, o empresário Flavio Souza Ramos, ele era 30 quilos mais gordo e completamente sedentário. Começou a correr aos poucos, passou a emagrecer e tomou gosto pelo esporte. De repente, tinha adotado a alimentação saudável como regra, entrado para uma equipe de triatlo e feito daquilo prioridade absoluta de sua vida. “Ele precisava dormir às nove todos os dias, não bebia nem uma taça de vinho, só comia ricota, não falava em outro assunto… Resumindo, virou uma outra pessoa e minha vida se transformou em um inferno”, conta. Flavio, que chegou a disputar quatro Ironman em 11 meses (a prova que desafia atletas a percorrer 3,8 km de natação, 180,2 km de ciclismo e 42,2 km de corrida), reconhece os exageros de seu próprio passado: “Essa obsessão acabou com meu casamento, prejudicou minha vida profissional e até minha saúde, tive inúmeras lesões. Virei um chato do tipo que perguntava para a moça do bufê, no aniversário dos meus filhos, se o salgadinho era assado ou frito”. Só procurou ajuda quando namorou alguém ainda mais neurótico. “Ela era tão viciada no triatlo que não queria transar por causa do treino do dia seguinte. Vi que era o fim do mundo.”
Mas como saber quando hábitos – aparentemente saudáveis – passam da medida e se tornam um problema? O endocrinologista Filippo Pedrinola diz que a diferença entre o veneno e o remédio é sempre a dose. “É preciso aprender a escutar o próprio corpo, que sempre avisará quando a harmonia desaparece. Insônia, transtornos de ansiedade, estresse, tudo isso é muito comum nas pessoas que estão passando dos limites.” Joana acredita que um bom parâmetro é perceber o quanto a rotina da pessoa está sendo prejudicada em nome das praticas saudáveis. “Se o sujeito começa a chegar atrasado no trabalho porque aumentou o treino, não quer ir à praia antes de malhar ou deixa de ir à comemoração de um colega porque não terá comida saudável, é hora de se preocupar.”

Buscar o caminho do meio é mesmo difícil. Para Adriana, os radicalismos são todos ruins, inclusive aqueles propostos por alguns nutricionistas. “Cortar o glúten ou lactose de uma dieta não faz o menor sentido a não ser que o paciente tenha intolerância comprovada por exame laboratorial”, explica. Pedrinola endossa: “Não existe dieta que sirva a todos, nem vilões na alimentação. São só desculpas para vender livros”. Bom senso ainda é a medida certa.